
Fim de ano é igual em todo lugar. Pessoas apressadas, trânsito, exagero de compras. Pura histeria coletiva, principalmente para um país que já anunciou estar passando pela crise mundial com muito mais dificuldade que os demais europeus. É igualzinho no Brasil. Tem crise, mas ninguém deixa de comprar. A diferença é que aqui que ninguém deixa para a última hora, as pessoas compram os presentes de Natal e enchem a geladeira de casa com antecedência. Saí no dia 24 de dezembro para fazer compras e as prateleiras dos supermercados pareciam uma terra devastada, não sobrou pedra sobre pedra.
Isso porque nada abre no dia 25 de dezembro. E nem no dia 26, é o tal do Boxing Day, feriado nacional. São várias as teorias das origens deste dia, mas a versão mais interessante que encontrei é que um dia depois de abertos os presentes de Natal, os mais abastados mandam as caixas para as igrejas com objetos para as pessoas pobres. Existe também a versão que as caixas abertas após o Natal serviam de proteção aos navios, durante as grandes navegações. O fato é que qualquer pessoa que você perguntar aqui sobre o que é o Boxing Day em Leeds, ninguém tem idéia, mas o importante é que é feriado. Por quê? Não interessa, é dia livre!
Ninguém faz nada na véspera de Natal, a não ser beber nos pubs (isso sim é que é importante aqui, vou ter de aprender a beber na marra, resolução de Ano Novo). No dia 25, as famílias almoçam juntas e abrem os Christmas crackers. Juro que eu pensava que era bolacha salgada, tem o mesmo formato, mas não é. Um maluco marqueteiro, um tal de Tom Smith, inventou o brinquedo no final do século 18 em Londres. As pessoas sentam lado a lado e puxam o breguete até rasgar no meio, quem conseguir ficar com a maior parte ganha o brinde e o chapéu de papel que vem dentro. No final está todo mundo de chapéu e com um brindezinho, tipo lixa de unha, ioiô, canetinha.
Quanta criatividade....tirando isso, a imaginação aqui vai longe, ninguém pergunta como foi o Natal e o Ano Novo, só pergunta o quanto você bebeu....
